sexta-feira, 30 de maio de 2014
O Mundo de Clara
Clara, de repente, espelhou-se só. O mundo inteiro ao seu alcance, mas foi na dor que ela encontrou a solidão. Mergulhou em si. Saber enxergar-se é como a dor. Um dia o momento chega e apequena o mundo nas próprias mãos. Aquele mesmo mundo inteiro que parecia infinito. Aquele sem defeitos e que de tão perfeito fez-se no sorriso dele traição. Clara chorou. Sorriu. E adormeceu...
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Adeus, Harmonia...
A Rua
da Harmonia já foi harmônica.
A Rua da
Consolação anda desconsolada.
A Rua
Imperial, avassalada.
A Ponte
do Limoeiro, enegrecida.
A
Avenida do forte, enfraquecida.
A Rua
da Lama, atolada.
O Cais
do Porto, desatracado.
O Marco
Zero, zerado.
O Rio
Capibaribe, aterrorizado.
O Largo
da Paz anda perturbado.
A Rua
Nova se mostra envelhecida.
A Avenida
Boa Viagem há muito se foi.
A Praça
Chora Menino agora vela a cidade.
E o
Recife, que um dia somente arrecifes foi, arrefece ante o mergulho no próprio
caos urbano.
Adeus,
harmonia...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
"Eita Povinho Bunda!"
O título desta crônica, devidamente aspado,
é fruto das esculhambações humorísticas do Casseta & Planeta na década de
80. Lembro como se fosse hoje, numa revista semanal, de ter me deliciado com a
arte de uma camisa branca com a bandeira do Brasil estampada à frente, cuja
citada frase substituía a “Ordem e Progresso” do pavilhão nacional. Eu era só
um garoto, mas nunca esqueci a força que o humor inteligente tem. E foi essa
imagem que me veio à mente após a polêmica camisa da Adidas (imagem acima), alusiva
à Copa do Mundo de Futebol a ser realizada no Brasil. Em ambos os casos, apesar
da larga distância entre um produto de humor e outro meramente comercial, a
bunda se sobressai em significados vastos.
Ela (a bunda) é, talvez, o maior símbolo
do Brasil. Aqui e no exterior. Não é só um mero fetiche. Ela representa o sexo
fácil, imagem maior que grande parte dos estrangeiros tem do país e que muitos
de nós mesmos também temos – e que “vendemos” pra quem quiser “comprar”. Vide conteúdos
diversos exibidos (e prestigiados) em nossos canais de TV (dos BBBs da vida aos
apelos carnavalescos e às peças publicitárias - quem lembra, para ficar num
exemplo só, uma propaganda recente das sandálias Havaianas em que um casal
estrangeiro decide ir ao Brasil em férias e a mulher, ao ver uma foto de uma
bunda num anúncio brasileiro, decide mudar de roteiro? Vou nem citar as propagandas
de cerveja e outras mais), as garotas e garotos oferecendo seus corpos nas
esquinas das nossas movimentadas ruas, os bailes funk, as baladas (em todas as regiões
e classes sociais)... Encontrar sexo é mesmo muito fácil por essas bandas.
Você pode argumentar que isso não é
exclusividade nossa. Bom, nessa intensidade, estamos entre os “primeiros”. Além
das já citadas facilidades para se fazer sexo no país, somos “referência” em
prostituição infanto-juvenil e estamos entre os países mais “bem colocados”
quando o assunto é turismo sexual.
Devido ao zum-zum-zum gerado, a Adidas
decidiu cancelar a venda da polêmica camisa. Pega mal dizer certas verdades
(ainda que, por outro ângulo, a mensagem estampada na blusa represente estímulo
ao turismo sexual, esse mesmo que o Brasil é referência). Incomoda-nos ver como
o mundo enxerga essa grande bunda que o Brasil tem feito questão de exibir –
seja pelo sexo fácil já explicitado, pela corrupção descarada que abundalha a
política nacional, pelo caos urbano que teimamos em dejetar, ou por tantas
outras questões que nos fazem de verdadeiros bundões. A camisa provocou repúdio
nas autoridades porque teimamos em não querer enxergar nossas próprias mazelas.
Causou ojeriza em muitos cidadãos brasileiros porque não assumimos que nós
mesmos somos tão passivos, verdadeiros bundões, em lidar com essas e muitas
outras mazelas no dia-a-dia.
Ouso dizer que, ainda que um tanto agressiva,
a camisa da Adidas é perfeita. Assim como a antiga do Casseta & Planeta.
Para um país ímpar como o nosso, com tantos atributos positivos que poderiam
nos transformar numa verdadeira potência, a bunda anda mesmo sendo a nossa cara.
E enquanto a Copa do Mundo não chega e o Carnaval já está batendo em nossa
porta, em nome da “alegria” vamos nos “desbundar”. E continuemos vestindo o fio
dental... Ops! A carapuça...
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Aos Porcos, a Pocilga!
“A internet é o maior território anarquista que já
existiu”. Perdoem-me, mas não lembro onde li essa frase. Sem fonte, mas com a
plena convicção de que o universo virtual se instalou na vida moderna com uma
força imperante, concordo com a afirmação aspada acima, ainda que enxergue esse
território quase sem lei como uma mera extensão do nosso cotidiano social –
ainda mais quando realçamos, nesse contexto, as redes sociais.
Mas deixemos o fator anarquismo de lado. Pensemos
nas citadas redes. Mais especificamente no tão ‘amado’ e ‘odiado’ Facebook, que
chegou realçando a característica anarquista da internet com sua gratuidade,
mas que enfraqueceu o mesmo conceito quando, de forma cada vez mais frequente,
ao que parece, passou a policiar algumas publicações lá exibidas – estou,
evidentemente, deixando de lado outras tantas questões que a transformaram numa
gigante capitalista.
Mas deixemos o fator policiamento (e tantos outros)
de lado. Pensemos no que significa ter um perfil numa rede social. Voltemos ao
conceito de extensão do cotidiano real. Pronto. Aí é que encontramos a natureza
humana por trás do ‘amor’ e do ‘ódio’ ao Facebook. Espelho interessante do que
somos no dia-a-dia.
Relacionamentos virtuais não são, absolutamente,
iguais às relações presenciais. Expor na citada rede dores ou alegrias,
defeitos ou virtudes, conquistas ou derrotas não coloca ninguém em situação
diferenciada. O hipócrita na vida real amplia sua hipocrisia nessa rede. O
mentiroso se encaixa melhor no âmbito virtual. O carente se apega ainda mais no
conforto da virtualidade. O bom encontra terreno aberto para se propagar, assim
como o mau. E por aí vai, afinal, a grande diferença é a facilidade de se esconder
por trás de uma máquina (assim como por tantas vezes nos escondemos sob máscaras).
“Amar” ou “odiar” um instrumento virtual de
socialização nada mais é do que uma forma de exteriorizar a própria forma de
ser. Quem ‘ama’ o faz por adorar expor a própria vida, ou por achar
interessante se relacionar com outras pessoas (muitas que nem mesmo conhece),
ou ficar por dentro das coisas (interessantes ou não) que circulam, ou pelo
dinamismo na comunicação etc. Quem ‘odeia’ o faz por detestar o excesso de
“felicidade” que por lá circula, ou por outras hipocrisias reinantes, ou ainda
pelas manipulações que alguns promovem em posts dos mais diversos... Mas, pergunto:
e tudo isso não encontramos também no cotidiano da vida ‘real’?
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A Falsa Democracia
“Posso não
concordar com nenhuma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito
de dizê-las”. (Voltaire)
Não, você não sabe o que é democracia. Nem eu.
O caso de Rachel Sheherazade vale para qualquer
cidadão (Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Danilo Gentili, você, eu...).
Expressar-se é um direito. Os excessos, claro, aqueles que ferem as leis
vigentes, são passíveis de enfrentamento legal. Mas não esqueçamos que a
democracia é a grande lei num ‘estado democrático de direito’. Ou deveria ser.
...
OBS.: não concorda comigo? Tudo bem...
Não, você não sabe o que é democracia. Nem eu.
A falsa democracia é moda eterna. Rachel Sheherazade,
jornalista do SBT, que o diga. Tendo espaço para dar opinião própria num
telejornal, não poupa palavras para criticar o que acha errado, assim como para
elogiar o que acredita ser louvável. Opiniões pessoais. Nada demais, não fosse a já citada
distorcida forma de exercer-se numa sociedade que se diz democrática.
A última polêmica foi o comentário acerca do ladrão
carioca que foi preso nu a um poste por populares, enquanto a polícia chegava
para fazer a prisão. A imagem é absurda (foto). A ausência do Poder Público,
também. E a opinião da jornalista foi incisiva, defendendo a ação dos cidadãos
quando o tal Poder Público não se faz presente – o que chamou de legítima
defesa coletiva (além de menosprezar o jovem da foto, o ladrão, chamando-o de
‘marginalzinho’). Por se expressar dessa forma, foi achincalhada. Certas
opiniões devem ser medidas antes de serem exteriorizadas (ainda mais em se
tratando de um telejornal), mas democracia é democracia. Não há meios termos.
Uma opinião apenas é. Aceitá-la é-nos obrigação, ainda que não se concorde com
ela (até porque, nesse caso, não vi ninguém se preocupar de verdade com a
situação social do ladrão em questão!).
Pra mim, fazer justiça com as próprias mãos, como
ficou subentendido na opinião da moça, é reprovável (ainda que concorde
plenamente que o Governo tão pouco venha fazendo para minimizar os problemas da
segurança pública no país), assim como sou contrário a atos de humilhação como esse
a que o ladrão foi exposto (ainda que não concorde absolutamente com crime de roubo
ou de qualquer espécie), mas que direito tenho de cercear o direito de opinião
alheia quando eu mesmo expresso aqui o que penso?
A questão é recorrente. Na época das manifestações
populares generalizadas (sim, na época, pois já passou, o gigante dormiu...),
as redes sociais ficaram recheadas de intolerância. Os ‘mobilizados’ desciam a
lenha em quem se expressava contra – quem defendia o direito de ir pra rua
expressar sua indignação repreendia o direito do outro de discordar. Exemplo
vívido de intolerância. E é essa mesma intolerância que simboliza essa falsa
democracia e produz todos os preconceitos e desarmonias. Não aceitamos o
diferente. Não aceitamos o que destoa do que pensamos. Vivemos como se fôssemos
deuses na arte da crença. E, assim, só nos apequenamos diante dessas
demonstrações cabais de antidemocracia.
...
OBS.: não concorda comigo? Tudo bem...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Ela e Eu
Vens à superfície
Apenas me olhar.
Luminária minha...
Quantos dourados
Teu prata contém?
És tu, lua,
Minh’alma nua
No céu a brilhar...
És o divino em mim
Brincando de deusa
Sobre as águas do mar...
. . .
(A lua cheia nascendo na fantástica Praia dos Carneiros, em Tamandaré-PE, no dia 17/01/14 | Foto: João Melo Neto | Poesia: Sidney Nicéas)
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
O Enterro de Nós Mesmos
Em dois meses, três pessoas queridas
a mim faleceram. Não fui a nenhum enterro. Em um caso, fui ao velório (muito
mais para cumprimentar familiares e amigos). Todos três receberam minha atenção
interior e minhas vibrações de amor, mas nenhum corpo morto recebeu a minha
presença. Já fui a enterros (e, claro, deverei comparecer a outros), mas não
gosto da equivocada ideia de “despedida”. Despedida da carcaça. Não gosto. O
apego ao corpo é um conceito equivocado.
A vida humana é assim. Corpos
conhecidos vão padecendo. Almas amigas vão retornando pra casa. E deixando,
aqui, outros corpos, perdidos, que perpetuam uma cultura mórbida. E quando os
defuntos são ditos famosos, o excesso é contundente.
O que dizer dos velórios (quase)
intermináveis de Dominguinhos, Nelson Mandela e Reginaldo Rossi (isso pra ficar
somente em exemplos mais recentes)? Desconhecidos emocionados pela imagem, já
que, em sua esmagadora maioria, não conheciam os finados em questão. Pessoas
simples, muitas delas, acreditando-se menores do que os tão badalados corpos em
exposição - cujas visões são moldadas apenas pela mídia. Um culto ao corpo que, numa análise fria, nada mais é do que uma
mórbida cultura, repito, de valorizar o que não tem valor (sim, Dominguinhos, Mandela
e Reginaldo Rossi, assim como qualquer outro ser humano, eram muito mais do que
seus corpos enrijecidos).
A desgraça atrai. A morte é ímã.
Funerais parecem o ápice desse ‘urubuzismo’ humano em torno da fragilidade
corpórea. O medo de morrer da maioria soa controverso diante dessa longínqua e
repetitiva morbidez. Fico somente a imaginar-nos no enterro de nós mesmos,
tentando compreender a própria cegueira nossa ante o imaterial. Só imagino.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Os Dedos Por Trás da Língua
Entre a língua
E a mente
Existe um vão
Imensurável,
Cavidades existentes
Pelas mãos movidas.
A virtual distância
É-me real,
Presilhas mentais
Por mim acionadas,
Movendo dedos
Por trás da língua.
Escrevo, então...
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Lendas da Internet: Papai Noel Existe! E Mora na Bulgária...
A
internet é tão somente uma extensão do comportamento social humano. E, nela,
muitas pessoas (muitas mesmo!) tentam amenizar seus complexos de culpa,
especialmente no que diz respeito a ações de caridade e responsabilidade socioambiental.
Daí
surgem as correntes ameaçando quem não repassa orações (não, gente, Deus não
castiga, aceitem as consequências dos seus erros e pronto!); apelos para ajudar
vítimas das mais diversas enfermidades, onde cada clique vai gerar doação financeira
de uma empresa de internet às supostas vítimas (nenhuma empresa doa
absolutamente nada ao se compartilhar posts e/ou e-mails!!!); campanhas falsas
sobre animais etc. São inúmeros os objetivos de quem dissemina esse tipo de
lixo virtual (da “popularidade” da postagem a maillings de spam).
Nesse
sentido, vale sempre investigar se o assunto em questão é verdadeiro ou não, se
vale a sua difusão ou não, se merece a sua efetiva “caridade virtual”. Todavia,
há posts verazes. E foi com um desses que me deparei a pouco, que contava a história
de um velhinho caridoso.
“Conheça
Dobri Dobrev, 98 anos de idade, um homem que perdeu sua audição na II Guerra
Mundial. Todos os dias ele anda 10 quilômetros de sua aldeia vestido com suas
roupas caseiras e sapatos de couro para a cidade de Sofia, onde ele passa o dia
pedindo dinheiro. Recentemente foi descoberto que ele doou cada centavo que ele
'arrecadou' de esmolas — mais de 40.000 euros — para ser usado na restauração
de velho mosteiros búlgaros e para apoiar orfanatos públicos, enquanto ele vive
com sua pensão mensal de 80 euros. Como dizia Bento XVI: “Existem santos que só
Deus sabe o nome”, dizia o post.
Dobrev
existe mesmo. E sua história é real. Virou até documentário (assista trecho em
inglês abaixo). E sua vida é tão extraordinária que decidi escrever sobre ele
aqui (aproveitando para alertar a todos quanto aos posts que circulam pela
web). Chamei Dobrev de “Papai Noel” - sua aparência e generosidade são dignas
de um personagem fictício.
Que
fique, assim, a lição para um 2014 marcado pela nossa consciência coletiva,
resultando em generosidade. Que a nossa vontade de ter um mundo melhor comece a
partir de nós mesmos, no dia-a-dia. De verdade...
OBS.:
existe um site excelente que investiga o que é verdade e mentira no mundo
virtual: www.e-farsas.com.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Viva a Pegação?
“Todas
as coisas me são lícitas, mas nem todas elas me convêm”.
(Paulo
de Tarso)
Uma peça publicitária de uma marca
de preservativo na TV me chamou atenção. Mulheres dançando numa balada, uma a
uma, vão agarrando um ‘macho’ qualquer e, no take seguinte, usando calcinha e
sutiã, são “jogadas” na cama. A última delas é uma cantora de funk, famosa. E,
com cara de quem quer apenas prazer, tem o slogan finalizando: “viva a
pegação”.
A referida propaganda me traz visões
distintas. Se por um lado coloca a mulher como centro da liberdade sexual
(igualando-as aos homens nesse contexto), por outro estimula o sexo a qualquer
custo, desde que se use preservativo. Viva a liberdade de expressão. Viva o
direito de ir pra cama com quem se quer (seja homem ou mulher – e no caso das
mulheres serem o foco da propaganda, ponto pra quem a criou). Viva o
preservativo, meio eficiente de se evitar doenças e gravidez indesejada. Mas...
Viva a pegação?
Toda essa ideia de “transe com quem
quiser, com quantos quiser, quantas vezes quiser, mas use camisinha” começou
com a propaganda oficial. O Governo Federal, já há alguns anos, erra em se
preocupar com os fins, e nãos com os meios (ainda que acerte em estimular o uso
do preservativo, claro). Preocupa-se com as consequências dos atos, mas pouco
se interessa em educar a população. A promiscuidade sexual acabou se tornando
algo preocupante numa geração que, genericamente, ‘cresce’ praticamente sem se
interessar em conhecer o amor, travestindo-o de tão somente diversão sexual.
Não se trata aqui de ‘discursinho
politicamente correto’. Não. A liberdade sexual jamais deve ser confundida com
promiscuidade. Ser livre não é fazer o que se quer, mas o que se convém (numa
visão pessoal, própria de cada um). É preciso um mínimo de maturidade para se
relacionar sexualmente. As mulheres conquistaram o direito de igualdade, mas
não precisam repetir o ‘machismo’ que imperou durante tanto tempo, cuja alcunha
maior foi a expressão “caiu na rede, é peixe”.
Já passou a hora de se estimular uma
visão mais natural do sexo. Para ser adulto, não é preciso transar com quem
quer que seja. Antigamente, fumar e beber significava que o sujeito era homem
crescido. Hoje em dia, para meninos e meninas, transar ganhou idêntico
significado. E nem o álcool, nem o cigarro, nem o sexo define ninguém. Há muito
mais a se compreender além da dança dos corpos e da ânsia pelo gozo.
A escolha da artista que estrelou a
propaganda foi feliz. Uma cantora de funk fazendo propaganda de preservativo,
cujo slogan é “viva a pegação”: com todo respeito, nada mais emblemático para
nosso momento artístico-educativo-cultural...
- - -
OBS.1: o meu romance “A Grande Ilusão”
oferece um aprofundamento dessa questão sexual. Quem quiser conferir, o livro
continua à venda nas melhores livrarias.
OBS.1: e já que Réveillon está aí, juízo,
pessoal, na hora de brindar o ano novo...
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