quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Marte é Logo Ali


‘O planeta vermelho não é exatamente vermelho’. ‘Os marcianos não são pequenos e verdes’. ‘Abduções acontecem por aqui’. Essas afirmações não são minhas. São, na verdade, do marceneiro Plínio Bragatto, de 87 anos, morador de Governador Valadares (MG).

Bragatto afirma ter sido vítima de uma abdução há 12 anos atrás, quando fora levado a Marte por um bando de marcianos numa nave espacial - nave esta que, segundo testemunhas, deixou marcas no solo. O caso, que ficou famoso em Minas, foi registrado pela Polícia local, mas o inquérito nunca foi concluído.

Para alguns, os fatos acima despertam gargalhadas. Para outros, indiferença. Para os demais, reflete uma realidade ignorada pela maioria. A verdade é que Marte é logo ali. E o homem vem intensificando a sua presença nesse planeta vizinho – vide as últimas expedições feitas pela NASA.

Acredito que em Marte deve haver vida (evidente que diferente da nossa). Acredito que somos visitados por seres extraterrenos. Acredito que não somos os únicos habitantes desse sistema fantástico chamado Universo. Acredito, também, que um dia essa relação Terra-Universo será plena.

Contudo, enquanto esse tempo não chega, continuarei acreditando em histórias como a de Plínio Bragatto. E quem sabe um dia eu também tenha algum contato com alienígenas? Se isso acontecer, não duvidem: relatarei tudo aqui para vocês – mesmo que alguns gargalhem, outros me ignorem e os demais acreditem em mim...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Milagre!


E eis que os anjos estão caindo do céu... Primeiro, um com 01 ano e meio que despencou do 3º andar de um edifício residencial em Boa Viagem. Depois, outro com pouco mais de 02 anos, que caiu de um prédio no Cordeiro. E enquanto os anjos caem no Recife, fico imaginando o que estaria por trás desses milagres.

A mão do invisível - inquestionável - tem teimado em agir, implacável ante o descuido de pais desatentos. É fralda enganchando e amortecendo a queda, é telhado amparando corpo amiudado... Mas, o que estaria por trás desses milagres?

Longe de querer explicar o inexplicável ou de bancar o sabe-tudo, quero tão somente fazer uma contundente afirmação: o ‘outro lado’ existe. E só mesmo a trama invisível que move o mundo pode servir de parâmetro para o milagre dos anjos recifenses (não duvideis: o acaso não existe).

Bom seria se os homens enxergassem essa ‘chuva de anjos’ como um sinal dos novos tempos. Um sinal de renovação. O início de uma mudança de atitudes. O chegar dos tempos do verdadeiro sentido de coletividade. Aí, sim, teríamos um milagre divino nesse reino humano.

Milagre... Quantos anjos ainda cairão sobre nós?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

É FUMO!


Frustração. Ansiedade. Estresse. Prazer. É fumo!

Enquanto a indústria do tabaco fatura fortunas com um produto que vicia e mata, o ser humano perdura no hábito de percorrer caminhos mais ‘fáceis’. E os ‘motivos’ apresentados acima constituem na verdadeira força do fumo. Só no Brasil, são cerca de 200 mil mortes por ano ligadas ao consumo de cigarro. É fumo!

Enquanto o Governo acelera as campanhas contra o tabaco, continua permissivo ao recolher fortunas em impostos dessas mesmas corporações combatidas. O discurso difere da prática. E ainda que a questão não possa ser tratada com tamanha simplicidade, fica no ar o mau cheiro dessa fumaça viciante. É fumo!

Aos viciados, resta a vontade. Aos governos, resta a ação. Aos fumantes passivos, resta a esperança. À humanidade, restam dias melhores. A mim, resta finalizar esse texto com a única expressão que me vem à mente quando o assunto é o cigarro: é FUMO!
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Em tempo: hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Pra você, fumante ou não, a ocasião faz alguma diferença? Opine! (nem que seja por e-mail, como a maioria prefere...)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tampa de Crush


Quem não lembra dessa expressão, que fazia referência ao delicioso refrigerante de laranja e ironizava o indivíduo que se achava o máximo? Pois é. O refrigerante não existe mais, entretanto, a expressão permanece.

Logo mais, em São Paulo, acontecerá o sorteio da Mega Sena, cujo prêmio está acumulado em seis milhões de Reais. Aplicado numa poupança, o valor chega a render R$ 40 mil reais por dia. É muito dinheiro! Quem será o ‘tampa de crush’ que vai levar essa bolada?

‘Tampa de Crush’, jogo, dinheiro... Tem gente que acha que essas coisas são as mais importantes na vida. Com o foco tão limitado, esquece o que é saber viver. E embora seja o dinheiro uma coisa necessária, ser milionário representa uma responsabilidade moral imensa num mundo tão desigual. Será que vale a pena ter tanto dinheiro?

Confesso que estou com vontade de jogar na Mega Sena hoje. Ganhando o prêmio, tornar-me-ei um novo milionário nesse vasto mundo. O novo ‘tampa de crush’. Mas, repito: será que vale a pena ter tanto dinheiro? Será que poderei, assim, fazer a diferença? Será?
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Vale a reflexão...

domingo, 24 de agosto de 2008

A Minha Pátria de Chuteiras


Sexta-feira. Acordei para mais um dia de trabalho. Tudo normal, não estivesse eu usando minhas chuteiras, contrastando com a minha calça social e o meu blazer.

Acredito que não fui o único a assim trajar nesse dia, afinal, vivo na pátria de chuteiras, o Brasil. País do futebol. Nação movida à bola. E nessa fatídica sexta-feira, mais do que nunca, orgulhei-me de estar aqui, no Nordeste brasileiro, fazendo jus a essa tradição futebolística.

Claro! Daqui, tenho visto através dos anos inúmeros jogadores nordestinos, atuando nessa região, vestindo a camisa da seleção brasileira masculina de futebol. Muitos... São tantos que nem consigo lembrar...

Claro! Daqui, tenho visto o futebol feminino crescer de forma organizada em todo país, valorizado pelos que comandam essa modalidade. É tanta organização que não consigo nem aqui expressar...

É por conta desse ‘tratamento igualitário’ no futebol masculino e dessa ‘excelência’ na organização do futebol feminino que eu, já há alguns anos, tenho torcido com muita paixão para uma única seleção: o meu Sport Recife (e tenho visto muitos outros fazendo dos seus times as suas únicas seleções). E parece que o fiasco olímpico consolidou ainda mais isso.
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Olho para os meus pés. Continuo usando minhas chuteiras. Permaneço depositando minhas fichas no meu clube de coração, em detrimento das ‘seleções’ de uma confederação pseudonacional. É... Eis aí a minha verdadeira noção de ‘pátria de chuteiras’...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

B de Brasil... B de Bunda...


Ô bundalelê! O Brasil está na América do Sul ou em Pequim? Está lá e cá...

Lá, bunda pra todo lado: a de Diego Hipólito beijando o tablado, a de Fabiana Murer batendo no travessão, a de Ronaldinho Gaúcho rebolando roliça na frente dos ‘hermanos’ argentinos. E o país segue num desempenho ‘bunda’, até o momento, nesses jogos olímpicos, fruto de uma política desportiva aquém de uma nação gigante.

Cá, bunda pra todo lado também: a de políticos rebolando para angariar votos nas eleições que se aproximam, a do ex-deputado Álvaro Lins agora aprisionada, a dos ‘geniais’ compositores nacionais que impregnam a cultura brasileira com suas ‘bundices’. E o país segue movido a ‘bunda’, fruto da sua imaturidade como nação.

Ô bundalelê! O Brasil está na América do Sul ou em Pequim? Está lá e cá...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Recurso do Imbecil



Encontrar culpados. Eis o recurso do imbecil. O idiota que aponta para o outro. O sacripanta que se auto-sentencia. O energúmeno que insiste em (se) punir. Enfim, que se dana a transferir responsabilidades, que esquece o que importa na vida, que insiste em não saber viver.

A vida é mesmo um parque de diversões. E é na gangorra dos erros e dos acertos que a brincadeira tem graça. Os tombos são hilários. O levantar, digno de méritos e sorrisos. Mas nós, os imbecis, vivemos nos descabelando com o que acontece ‘fora do previsto’ (e insistindo em querer encontrar os culpados).

Não existe culpa! Não existe erro! Não existe dor! O que existe, infelizmente, é a nossa mania de querer que as coisas (e os outros) sejam conforme desejamos. Erros, dor, acertos... Tudo isso representa oportunidade. Crescimento. Amadurecimento. Aprendizado. Sem dúvida, ingredientes fantásticos dessa breve etapa terrena chamada vida.

E você? Que tal deixar de imbecilidade e começar a viver com alegria? Que tal começar a entender a graça da vida? Que tal descobrir o que realmente vale a pena na vida? Eu já decidi: estou entrando com um recurso contra a minha própria imbecilidade. E quem quiser fazer coro a mim, pode se fazer valer desse grande advogado, que é o bom senso, ante o infalível juízo da consciência. Afinal, é melhor viver de bem com a vida do que morrer imbecil... Concorda???

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Casados e Solteiros

Sexta-feira (15) foi o dia do solteiro. Pois é! Os ‘encalhados’ (por opção ou por falta de) puderam festejar mais um dia de liberdade, auto-suficiência, felicidade... Será mesmo?

Entre o matrimônio e o solteirismo habitam diferenças diversas. Do cônjuge e possíveis filhos às inúmeras responsabilidades familiares que daí provém, essas diferenças são tamanhas que poderiam resultar num livro, se assim eu fosse listá-las. Porém, meu objetivo aqui é a colocação do SER nesse contexto – casado ou solteiro.

Responsabilidade individual e coletiva, ética, moral, respeito, amor... Esses não são atributos do rótulo ‘casamento’. Alegria e felicidade são possibilidades, digamos, ‘anárquicas’. Evolução provém do sucesso em saber conviver com o outro, quer numa relação conjugal, quer numa amizade, quer no contexto social. Ser solteiro, assim, é tão somente uma situação circunstancial, mesmo quando esta permeia toda uma existência.

Por isso mesmo, deixo uma pequena anedota que muito bem expressa o fantástico dom do ser humano em conviver com o outro - no caso específico, marido e mulher. E dedico a historieta a todos os solteiros que festejaram a passagem de tão importante (?????) data...
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“Acordei com uma BAITA ressaca e, do lado da cama, tinha um copo d'água e duas aspirinas. Olhei em volta e vi minha roupa passada e pendurada. O quarto estava em perfeita ordem. Havia um bilhete de minha mulher: ‘Querido, deixei seu café pronto na
cozinha. Fui ao supermercado. Beijos’. Desci e encontrei uma mesa farta, café esperando por mim...

Perguntei à minha filha: ‘O que aconteceu ontem’? Ela respondeu: ‘Bem, pai, você chegou às 3 da madrugada, completamente bêbado, vomitou no tapete da sala, quebrou móveis e mijou na cristaleira antes de chegar ao quarto’. ‘E porque está tudo arrumado, café preparado, roupa passada, aspirinas para a ressaca e um bilhete amoroso da sua mãe’? – retruquei. ‘Bem, pai’ – ela respondeu: ‘É que mamãe o arrastou até a cama e, quando ela estava tirando a sua calça, você gritou: ‘NÃO FAÇA ISSO MOÇA, EU SOU CASADO!!!’...

MORAL DA HISTÓRIA:
Ressaca - $ 70,00
Móveis destruídos - $ 1.200,00
Café da manhã - $ 10,00
Dizer a frase certa no momento certo - NÃO TEM PREÇO!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Dual


Mole e duro. Podre e maduro. Lá e cá. Dia e noite. Céu e inferno. Terra e mar. Vida e morte. Seu e meu. Bonito e feio. Natural e artificial. Certo e errado. Longe e perto. Rápido e lento. Saúde e doença. Coragem e medo. Homem e mulher. Diabólico e divino. Limpo e sujo. Quente e frio. Escuridão e luz. Razão e emoção. Alto e baixo. Amor e ódio. Corpo e espírito. Alegria e tristeza. Positivo e negativo...

Contrastes. Desafios. Possibilidades. Tudo aqui é dual. Duas faces. Dois caminhos. Equilíbrio como solução. E é nesse passo que, ‘De 2 em 2’, precisamos ser mais...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Geórgia, a Prostituta


Ela, 22 anos. Jovem, pobre, prostituída, morta por uma bala perdida enquanto cruzava um bairro pobre na volta do trabalho. Independente, viu sua vida se esvair por conta da ignorância humana.

Ele, 16 anos. Jovem, pobre, prostituído, abalado por uma divisão étnica. Outrora algoz, agora vitimado pela mesma violência de antes. Independente, vê sua existência quase se esvair por conta da ignorância humana.

O que eles têm em comum? Ambos se chamam Geórgia: ela, uma prostituta vitimada pela guerra; ele, um país em conflito com a Rússia por conta das rusgas separatistas do passado. Direitos avocados de parte a parte e uma guerra desnecessária e inconveniente (assim como toda batalha o é), tamanha a falta de entendimento. E em tempos de ‘espírito olímpico’, isso soa um tanto absurdo.

Ainda que homônimos, as ‘Geórgias’ guardam entre si uma vital diferença: enquanto ela se prostituía para sobreviver, ele se prostitui por interesses egoístas e pela inabilidade de diálogo. E a Rússia, cafetina, continua usando da truculência (assim como faz com os seus) para acirrar os ânimos e tentar valer-se à força.

As prostitutas... A cafetina... E o mundo continua mesmo uma zona... Será que somos todos 'filhos da puta'?
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A história da jovem prostituta vitimada pela guerra é fictícia. O restante, não. Pois é... A ‘putaria’ continua...