quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Silêncio dos Bons

Lampião, Maria Bonita e a Cabroeira

“Enquanto a faca não sai toda vermelha / a cabroeira não dá sossego não”...

A frase cantada por Lenine na música ‘Candeeiro Encantado’, que se refere à época de Lampião, muito bem se aplica aos dias de hoje. É que nesses tempos de violência, a vida está perdendo o seu valor.

A “cabroeira” anda “avermelhando” o planeta com cada vez mais requintes de crueldade. “E vira bucho, tripa corno, corta orelha / que nem já fez Virgulino, o capitão”...

Ler o jornal hoje é angustiante. As páginas policiais gotejam sangue, tamanha a quantidade de notícias sobre violência. A sensação é de que a humanidade anda fora de controle. O que fazer?

Diante disso, lembro que a persistência no bem é obrigação para aqueles que querem um mundo melhor. E rememoro o grande Martin Luther King, que certa vez disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Nada de silêncio, então...

2 comentários:

  1. Luiz Carneiro Leão5 de novembro de 2008 18:01

    Amigo Sidney,
    Costumo dizer que hoje convivemos com a banalização da violência. Tudo virou normal, e a imprensa tem sua parcela de colabaração através da exposição em massa (dá IBOPE).
    Sabemos que vivemos em um país de grandes contrastes sociais, onde faltam vontade e políticas públicas para equacioná-los, porém sabemos também que existem aqueles que utilizam esses problemas sociais como escudos para justificar a prática de delitos.
    Diante de uma população inerte, uma frase define bem o caos urbano que vivemos: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.
    Parabéns!!

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