sexta-feira, 6 de maio de 2011

Somos Todos Prostitutos?

“Os mortais comuns permitem que suas almas vivam como egos emaranhados na carne, não como reflexo do Espírito ou verdadeira alma”. (Paramahansa Yogananda)


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prostituição (u-i) prostituir + -ção (s. f.)

Ato ou efeito de prostituir; atividade de quem obtém lucro através da oferta de serviços sexuais; vida desregrada de devassidão = libertinagem; o conjunto das pessoas que se prostituem; Profanação; servilismo degradante. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

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Estamos em maio. A Semana Santa passou. O Dia das Mães está aí. E no clima de santidade e de amor materno questiono: somos todos prostitutos?

Num planeta onde a falta de sentido coletivo impera, tirar vantagem tornou-se modo de vida. Ganhar à custa de quem quer que seja. Na política. Na religião. No trânsito. No trabalho. No lar. Não há barreiras.

Exemplo em voga , Osama Bin Laden foi (ou é?) um grande prostituto. Comandando tantos outros movidos por interesses meramente ‘egóicos’. Ficou mundialmente famoso por infligir ousadas e consideráveis baixas aos EUA (que, pela posição de comando no globo, podem ser considerados uma pátria da prostituição) -, irmãos contra irmãos prostituídos pelo equivocado sentido de poder.

Um exemplo dentre outros bilhões que somos. Eu. Você. “Vivendo como egos emaranhados na carne”. Ganhando a qualquer custo – conforto em detrimento da qualidade de vida do planeta, comodidade própria em detrimento do outro, satisfação dos desejos pessoais em detrimento das necessidades do próximo, foco individual em detrimento do coletivo etc.

Entre casamentos reais (e plebeus), corrupção, violência, bebês abandonados e tanto outros absurdos cotidianos - corriqueiros! -, encontro a palavra prostituição como ideal para a nossa vida moderna. Em seu sentido mais amplo. Muito além do meretrício. Sintonizada, também, com essa geração que exercita o sexo como satisfação dos prazeres pessoais, colocando-o acima do amor e do respeito ao semelhante.

É. Estamos em maio. A Semana Santa passou. O Dia das Mães está aí. E no clima de santidade e de amor materno questiono: somos todos prostitutos?

2 comentários:

  1. Somos? Talvez sejamos. Mas admitir não seria o mesmo que declarar-se consciente e acomodado? E negar? Seria o mesmo que ser hipocrita?

    Estamos prostituidos ou somos prostituidos? Tantos questionamentos...

    Vale a reflexão, e esse texto nos remete justamente a isso, remexer na nossa "consciência" e tentar tirar leite dessa pedra.

    Adorei Sidneuy. É isso mesmo.

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  2. A ideia é mesmo essa Luiza... Valeu!

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